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O título de Senhora da Paz surgiu no final do século XI, na cidade de Toledo, Espanha.

Com a invasão da Espanha pelos mouros, a Catedral de Toledo foi transformada em mesquita e profanada com os cultos e ritos de sua religião. Em 1085, quando o rei Afonso VI tomou a cidade, manteve a igreja na posse dos mouros.

Partindo Afonso VI para Castela, deixou em Toledo sua esposa, a Rainha D. Constança, e o Arcebispo eleito, Dom Bernardo, os quais, compartilhando o desejo ardente dos cristãos de recuperar o templo, unindo-se a eles, resolveram assaltá-lo, uma noite, com pessoas armadas, e apoderar-se dele. E assim o fizeram.

Conta a história que o Rei, indignado por não ter sido respeitado o seu decreto, dirigiu-se à cidade, resolvido a castigar severamente os principais autores daquela afronta. Os cristãos, vendo que o Rei já se achava às portas da cidade, saíram em procissão pelas ruas, vestidos de luto e cilício e implorando clemência; outros, no templo, de joelhos, imploravam a Maria Santíssima que tocasse no coração do Monarca. Os mouros, por medo de que a população se voltasse contra eles, suplicaram ao rei que perdoasse a rainha e o arcebispo. E eis que realmente se opera o milagre: seu coração abrandou-se inteiramente.

Uma grande procissão rendeu graças à Virgem por ter trazido a paz a Toledo, marcado o retorno da imagem para a Igreja em 09 de Julho. Desde então, passou a ser venerada como Nossa Senhora da Paz. A fim de perpetuar esta graça, foi instituída sua festa nesta data.

 

A Imagem de Nossa Senhora da Paz

Maria Santíssima de pé, com o Menino Deus no braço esquerdo, segura com a mão direita um ramo de oliveira, símbolo da paz.

Jesus tem na mão direita uma bola que representa o mundo.

Quando a invocação é de Nossa Senhora Rainha da Paz, ela está geralmente coroada.