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Como vai a sua fé?

abril 16, 2021

Jesus nos disse que se tivermos fé, ainda que do tamanho de um grão de mostarda, seríamos capazes de mover uma montanha (Mt 17,20). Sinceramente, não sei como uma pessoa consegue viver sem fé, nesse mundo tão caótico onde vivemos. Cada vez mais fica nítido que as pessoas que vivem pela fé, sabem enfrentar melhor a vida, suportam mais as adversidades e vivem mais felizes, porque encontram pela fé o sentido de suas vidas. O grande psicanalista Viktor Frankl relata em seu livro “Em busca de sentido” a dura experiência no campo de concentração em Auschwitz, construído pela Alemanha nazista. Ele fala da liberdade última que ninguém pode tirar do ser humano, ou seja, não podemos escolher o que nos acontece, mas, podemos escolher como reagimos e que sentido atribuímos para aquilo que nos acontece. Diante do caos e horror que aquelas pessoas eram submetidas ele percebeu como as reações eram bem distintas entre os prisioneiros, enquanto uns perdiam totalmente a esperança e se entregavam, outros lutavam com todas as forças que tinham, estes últimos queriam continuar vivos porque tinham um sentido por que lutar, na grande maioria eles queriam voltar para as suas famílias, outros como São Maximiliano Maria Kolbe viu no sofrimento uma forma de servir ao Cristo sofredor nos irmãos que ali também sofriam. Aqueles que tinham um sentido de vida encontravam forças para resistir até o final. Assim também é a fé e especialmente a nossa fé cristã, ela dá sentido a nossa existência, sabemos que viemos do pó e fomos agraciados com a salvação eterna que nos foi concedida através de Jesus Cristo, quando pagou um alto preço por nós na cruz. Jesus é o sentido real da nossa vida, por Ele temos a certeza de que não morreremos, ao contrário, viveremos, pois, a morte física, tal como a conhecemos, é apenas uma passagem, a boa notícia é que ninguém morre de verdade. Mas, para não perdermos a graça da salvação precisamos dar uma resposta de fé, abraçar o Evangelho e segui-lo fielmente, contudo, devemos ter claro que viver o Evangelho neste mundo é remar contra a maré, é sim muitas vezes ir contra a cultura e o que está legalizado pela lei dos homens. Devemos admitir que a luta é árdua e o Nosso Senhor sabendo das dificuldades que enfrentaríamos nos deu a fé como escudo (Ef 6,16), pois, ela nos protege dos dardos inflamados do maligno que querem nos atingir e derrubar, a fé é o que nos mantém de pé mesmo quando não encontramos o chão, é o que não nos deixa parar nem perder a esperança, é por ela que podemos nos relacionar com Deus e pedir socorro, ajuda, orientação. Muitos médicos, inclusive, alguns que dizem crer somente na ciência, admitem que os pacientes que têm fé reagem melhor ao tratamento de suas enfermidades e alcançam até curas improváveis pela medicina, do que aqueles que não creem. Diante dessa breve reflexão, eu te questiono: Como vai a sua Fé? Sei que o sofrimento dói, mas, quando tudo o que enxergamos é só a dor é porque desviamos o olhar de Jesus, Aquele que suportou sofrimento maior. Então se você se sente fraco na fé, não se condene, apenas reze: “Senhor eu creio, mas, aumentai a minha fé”. Peça a Deus, pois a fé é também um dom de Deus (Ef 2,8). Por fim, gostaria de destacar aqui uma das belas atitudes de fé que gera muitos frutos, a oração. Quem tem fé ora e ora porque sabe que é ouvido. Quem crê sabe que nenhuma oração é em vão, às vezes não vemos a resposta ou o resultado na hora, porque fomos educados num sistema imediatista onde a solução tem que vir na hora, porém, o tempo de Deus (kairós) não é igual ao nosso (chronos). Todas as nossas orações, por mais breve que seja, por mais simples que pareça é depositada num grande capital de graças, que vai se enchendo até transbordar, quando transborda é porque o tempo da graça chegou e ela é derramada plenamente naquela situação pela qual rezamos e é por isso mesmo que podemos observar que toda graça de Deus vem em abundância. Por isso, nunca deixe de rezar, no momento certo o seu capital de graças transbordará. Use a sua fé para orar e ore para ter fé.

Priscilla Ferreira de Paula – Graduada e Pós Graduada em Teologia pela PUCPR.

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